A plataforma de nove sindicatos de profissionais de educação vai levar na quarta-feira os problemas dos docentes à representação da Comissão Europeia em Lisboa, pedindo-lhe que intervenha junto do Governo português.
O presidente do PSD, Luís Montenegro, exortou hoje o primeiro-ministro a tomar em mãos o processo dos professores, considerando que o ministro da Educação mostra que "não tem argumentos" para superar esta instabilidade.
O ministro da Educação defendeu hoje que o novo regime de gestão e recrutamento de professores representa uma “reforma estrutural” que melhorará as condições de trabalho dos professores, combatendo também a precariedade.
O ministro da Educação manifestou-se hoje disponível para discutir a progressão na carreira e o tempo de serviço dos professores com as organizações sindicais a partir da próxima semana, admitindo que os temas estarão em cima da mesa.
O Tribunal Arbitral prolongou até ao final do mês de março os serviços mínimos que estão em vigor nas escolas para a greve do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP).
A plataforma informal que reúne nove sindicatos de profissionais de educação anunciou hoje greves a partir do dia 27 a “todo o serviço extraordinário”, às avaliações finais, paragens por distrito e uma “grande concentração” para dia 06 de junho.
O secretário de Estado da Educação português deu hoje posse à nova direção da Escola Portuguesa de Díli (EPD), sublinhando a importância deste centro educativo em Timor-Leste e anunciando o vínculo dos seus professores contratados.
As principais organizações sindicais de professores elogiaram hoje as declarações do Presidente da República sobre a recuperação do tempo de serviço, considerando que revelam que o chefe de Estado reconhece que as reivindicações são justas e legitimas.
Após o fim da reunião entre os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação, André Pestana, coordenador do STOP, confirmou que não se chegou a acordo e que vai ter início uma nova ronda de reuniões, a 20 de março. A Fenprof adiantou que vai haver greve às avaliações, uma nova greve por dist
O líder do Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) disse hoje que as novas alterações apresentadas pelo Ministério da Educação “são pormenores muito pequenos” sem capacidade para acabar com a contestação.
Sindicatos e Ministério da Educação realizam hoje uma reunião suplementar sobre um novo regime de recrutamento e colocação de professores que tem gerado forte contestação, estando agora em cima da mesa a hipótese de greves às avaliações.
Professores que participaram em janeiro num protesto pela Escola Pública sentem-se pressionados por terem sido convocados como suspeitos pelo Ministério Público e hoje ouvidos em tribunal.
Sindicatos de professores vão apresentar queixa na Inspeção-Geral de Educação e na Procuradoria-Geral da República contra diretores escolares, que acusam de aplicar "ilegalmente" serviços mínimos, dando como exemplo docentes impedidos de ir a funerais de familiares.
A maioria dos professores defende a realização de greve às avaliações e novas paralisações por distritos, caso não haja acordo entre os sindicatos e o Ministério da Educação.
O ministro da Educação disse hoje esperar encerrar esta semana o processo negocial em torno do modelo de recrutamento e colocação de professores, após o Governo ter feito aproximações “quase históricas” a muitas reivindicações dos sindicatos.
O secretário-geral da Fenprof estimou hoje estarem cerca de 80 mil professores nas manifestações de Lisboa e do Porto, um número que mostra que os docentes não estão cansados e “a luta vai continuar”.
Milhares de professores começaram esta tarde a desfilar em Lisboa em protesto contra as propostas governamentais para um novo regime de recrutamento e colocação e a ausência de abertura para negociar reivindicações antigas como a recperaçao do tempo de serviço.
O Bloco de Esquerda questionou a Comissão Europeia sobre a imposição de serviços mínimos nas greves de professores, querendo saber de que "mecanismos de proteção" dispõe a UE para levar os governos a "respeitar o direito à greve".
Os professores realizam hoje mais uma manifestação em Lisboa e no Porto contra as propostas governamentais para um novo regime de recrutamento e colocação, mas também para exigir que sejam calendarizadas negociações sobre reivindicações antigas.
O Governo vai disponibilizar casas para professores deslocados, tendo sido já identificados 29 apartamentos em Lisboa e Portimão, no âmbito de um protocolo assinado na quarta-feira, anunciaram hoje os ministérios da Educação e da Habitação.
O SIPE considerou os serviços mínimos impostos pelo Tribunal Arbitral ilegais. O Sindicato de professores avançou para uma providência cautelar, esperando que, não tendo frutos no presente, pelo menos previna uma "atitude antidemocrática como esta" no futuro.
Mais de 50 professores do distrito do Porto estão hoje concentrados em frente ao Teatro Municipal Constantino Nery, onde o primeiro-ministro, António Costa, participa num debate sobre habitação, e exigem "ser ouvidos".
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, acusou hoje o primeiro-ministro de não ter falado a verdade, ao afirmar que a recuperação do tempo de serviço dos professores irá custar 1.300 milhões de euros (ME).