Os sindicatos médicos classificaram hoje como "perda de tempo" a reunião com o Governo, que levou à convocação de greves em outubro e novembro, mas acreditam numa solução que impeça as paralisações.
O Ministério da Saúde mantém a esperança de conseguir negociar com os sindicatos médicos afim de evitar uma nova greve já anunciada, uma vez que há apenas dois pontos de discordância nas negociações.
O ministro da Saúde, Campos Fernandes, disse hoje, em Bruxelas, estar “muito mais perto” de um acordo com os médicos, garantindo que duas das reivindicações destes profissionais estão “praticamente” atendidas.
Greves rotativas pelo país, uma paralisação nacional e uma concentração em Lisboa são algumas das formas de luta que os médicos ponderam para a segunda semana de outubro, revelou à Lusa fonte da Federação Nacional de Médicos (FNAM).
A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS) anunciou hoje que vai colocar mais 36 especialistas em Medicina Geral e Familiar, colmatando algumas falhas ainda existentes e reforçando as equipas nos locais de maior procura.
A Ordem dos Médicos vai realizar nas próximas semanas três reuniões gerais de médicos para fazer um ponto de situação das negociações com o Governo e analisar as deficiências do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Os sindicatos médicos reafirmaram hoje a intenção de fazer uma nova greve nacional após as eleições autárquicas caso o Governo se mantenha sem apresentar contrapropostas às reivindicações sindicais.
Os médicos estão disponíveis para assumir as funções dos enfermeiros de saúde materna e obstetrícia em protesto e apelam aos hospitais para reforçarem os obstetras.
A associação que representa os médicos de família repudiou a abertura de apenas 29 vagas no topo da carreira médica para a medicina geral e familiar, considerando que o Governo mostra um “clamoroso desinvestimento” nos cuidados de saúde primários.
O Governo autorizou a abertura de 200 vagas para assistente graduado sénior, o topo da carreira médica, o que permite aumentar a capacidade formativa nos hospitais.
Os sindicatos médicos enviaram hoje cartas às centrais sindicais e aos partidos que apoiam o Governo a pedir reuniões urgentes para ajudar a desbloquear as negociações e tentar evitar uma nova greve.
Os médicos saíram com “uma mão cheia de nada” da reunião de hoje com o Governo para discutir as reivindicações destes profissionais, adiantou o Sindicato Independente dos Médicos, que acusa o executivo de os estar a empurrar para uma greve.
A Câmara de Portalegre vai ceder gratuitamente dez habitações a médicos especialistas que queiram fixar-se naquela região alentejana, contando esta medida com o apoio da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), foi hoje divulgado.
Os médicos anunciaram hoje que vão realizar uma greve de dois dias na primeira semana de outubro, mas depois das eleições autárquicas, se a nova proposta negocial que o governo vai apresentar não levar em conta as suas reivindicações.
A greve dos médicos continua em cima da mesa, após uma reunião entre os sindicatos e os ministros da Saúde e das Finanças, estando a paralisação dependente de uma nova proposta negocial.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusou hoje o Ministério da Saúde de "apresentar uma não proposta negocial”, que admite médicos com mais de 55 anos nos serviços de urgência, acusando a tutela de ignorância, demagogia e manipulação de números.
O bastonário da Ordem dos Médicos lamentou hoje que um Governo “extraordinariamente preocupado” com a Agência Europeia do Medicamento esteja “pouco preocupado com as pessoas”, aludindo a um Serviço Nacional de Saúde “em decadência”.
Os médicos deram hoje menos de um mês ao Governo para resolver as principais reivindicações que têm feito ou avançarão para uma nova greve nacional, que seria a segunda este ano.
Cerca de 380 mil utentes podiam ter já médico de família se o Ministério da Saúde não se tivesse atrasado a colocar cerca de 200 clínicos recém-especialistas, acusa o Sindicato Independente dos Médicos, considerando o atraso como inqualificável.
A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclareceu hoje que ordenou a todos os hospitais com médicos internos que os mantenham por tempo indeterminado.
Lisboa, 02 jul (Lusa)- Médicos que chegam a Portugal oriundos de países fora da União Europeia queixam-se de dificuldades que lhes são impostas para além do previsto e de pelo menos metade chumbar no exame de equivalência.
As feridas são uma “epidemia escondida”, sendo “necessário que os profissionais de saúde tenham formação contínua e especializada” e uma forte aposta na prevenção, disse à Lusa o professor da Universidade Católica do Porto, Paulo Alves, especialista nesta área.
Quase um terço dos médicos recém-formados não conseguiu vaga para a sua especialização, de acordo com o mapa definitivo de vagas, que confirma assim o aumento do número de clínicos impedidos de terminar a especialidade que escolheram.