Incerteza, volatilidade, mudança. Três palavras que descrevem o presente e, provavelmente, o futuro próximo. Churchill defendia a necessidade de “antecipar o que acontecerá, para depois explicar o que não aconteceu”. Antecipar desafios futuros é um exercício necessário, mas falível, tal é a diversid
Daqui a quanto tempo vamos poder largar a preocupação contínua de desinfetar a vida? Tudo o que sabemos é que vai demorar até podermos sair deste trauma. O tempo ainda está a ser de sprint para não sermos apanhados pelo vírus. Mas estamos à beira de uma nova fase não menos dura e não menos exigente:
Se achávamos que já tínhamos percorrido a maior parte do caminho, a cada dia que passa vamo-nos apercebendo que, afinal, não é só uma questão de semanas, ou de meses, até podermos respirar de alívio. Serão anos.
Há umas semanas que ando a passear por estes tempos peculiares a bordo do alfabeto. O fim das nossas letras é mais difícil, mesmo ignorando o W e o Y...
Em momentos de emergência é muito comum recorrer-se à etimologia da palavra crise para se transmitir alguma esperança à população. Poucas semanas depois de a crise estalar é-nos explicado que a crise é afinal “κρῐ́σῐς” ou krisis, um estado intermédio no qual um paciente tanto pode sucumbir à doença
Hoje, excepcionalmente, podem chamar-me Ishmael. Há uns anos – não importa quantos –, com pouco dinheiro no bolso e nada que me interessasse em terra firme, sentei-me no sofá com um impulso fervilhante. Era a forma que tinha de espantar a melancolia e regular a circulação do sangue. Sempre que me an
A pandemia do coronavírus trouxe para a ribalta internacional uma figura de que até agora poucos ouviram falar: Tedros Adhanom Ghebreyesus, um microbiologista que aparece em todos os noticiários de televisão com a expressão contrita de quem preferia não aparecer. Mas quem é, afinal, este homem que c
O mundo vai mudar com a pandemia da COVID-19, talvez para sempre se alterem hábitos e características da sociedade que dávamos por adquiridos. Deixo dez previsões para um mundo pós pandemia.
A nova campanha da Heineken desafia os estereótipos de género e convida à reflexão sobre os rótulos associadas às bebidas. Poderá um homem beber um cocktail sem que a sua masculinidade seja afetada?
Multiplicam-se as notícias de gestos de grande dignidade, geralmente mal representada nos relatos que nos últimos anos temos visto e lido sobre a sociedade à nossa volta. O vírus está a revelar uma sociedade com robustez como comunidade que parecia quase não existir no tempo anterior ao covid.
Quer dizer, para os super-ricos está sempre bom. Portanto, também não era uma pandemia que poderia agora beliscar-lhes a vida maravilhosa que levam, nem sequer com uma leve perturbação do sono. Aconteça o que acontecer, dormem sempre descansados.
Sem dúvida. Para os autocratas pré-pandémicos, que já tinham poderes excessivos antes de Janeiro deste ano, é uma oportunidade de aumentar a tutela das decisões; para os aspirantes a ditadores, a justificação de que precisavam para realizar as suas aspirações.
A psicologia descreve o luto em cinco fases, o isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19 tem seis: a negação, a raiva, a negociação, a depressão, a aceitação e a borrifação. É possível que estejamos a entrar nesta última.