A gripe entrou na semana passada em atividade epidémica em Portugal, segundo o boletim de vigilância semanal divulgado esta quinta-feira pelas autoridades de saúde, confirmando que a primeira semana do ano marcou o início do período da epidemia.
As unidades de saúde do Algarve estão preparadas para o pico da gripe mas para já não há reforço nos serviços devido à baixa afluência de utentes, disse hoje à Lusa o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS).
A Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) está a “monitorizar diariamente” as unidades de cuidados primários “nos termos do plano de contingência” para o frio, tendo registado apenas “um ligeiro aumento” da procura.
Os hospitais e centros de saúde do Alentejo têm os planos de contingência de inverno ativados, mas “a gripe ainda não começou” e a afluência às urgências mantém-se normal para a época, segundo os serviços.
O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMP), Ricardo Mexia, aconselhou hoje as pessoas a vacinarem-se contra a gripe, a forma mais eficaz de combater a doença.
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu hoje que a gripe possa entrar em período epidémico dentro de uma semana, mas disse que a situação atual é “de normalidade”.
O pneumologista Filipe Froes aconselha que se equacione que a vacina da gripe passe a ser gratuita a partir dos 60 anos e que se alargue a recomendação de vacinação para todas as crianças independentemente de terem doença associada.
O pneumologista e intensivista Filipe Froes considera que o inverno e a gripe funcionam como “o teste anual do algodão” ao Serviço Nacional de Saúde, que se encontra no limite e sem capacidade para responder a aumentos de procura.
Sete em cada dez pessoas com sintomas de gripe participantes num estudo disseram não ter recorrido a nenhum serviço de saúde, enquanto 11,4% referiram ter ido ao centro de saúde e 6,2% a uma urgência hospitalar.
Mais de 1,3 milhões de portugueses com 65 ou mais anos já se vacinaram contra a gripe sazonal, representando dois terços do universo estimado, segundo dados do “Vacinómetro” divulgados esta terça-feira.
Um Serviço Nacional de Saúde a trabalhar no limite, exaurido e sem reserva. É este o cenário traçado pelo Observatório das Doenças Respiratórias sobre a época gripal passada, com uma atividade de baixa intensidade, mas com elevado impacto nos serviços.
Mais de 850 mil pessoas já se vacinaram contra a gripe gratuitamente, nas unidades de saúde ou em instituições como lares, unidades de cuidados continuados ou prisões, segundo uma estimativa da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgada esta quinta-feira.
A vacina da gripe vai este ano ser gratuita também para reclusos e guardas prisionais, bem como para pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica, que se juntam assim a outros grupos para quem a vacina era já gratuita.
A vacinação contra a gripe vai começar a 15 de outubro e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá 1,4 milhões de doses de vacinas para administrar, anunciou esta segunda-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).
A vacinação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) resultou na maior taxa de cobertura vacinal contra a gripe em pessoas com 65 ou mais anos, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
As autoridades de saúde da Região Autónoma da Madeira desativaram hoje o Plano de Contingência para a Gripe, que vigorava desde 31 de janeiro, considerando a diminuição da atividade viral, embora haja a registar mais uma morte esta semana.
A atividade gripal mantém-se em níveis epidémicos, com baixa intensidade, e a proporção de consultas médicas nos cuidados primários por este motivo tem descido, de acordo com o último Boletim de Vigilância Epidémica da Gripe.
A epidemia de gripe mantém-se em "baixa intensidade" mas apresenta "tendência decrescente", quando há uma semana registava "tendência estável", segundo o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe do Instituto Ricardo Jorge.
O Governo dos Açores anunciou hoje um plano de contingência para fazer face a um eventual aumento de número de casos de gripe, incorporando o plano medidas que passam pelo reforço de consultas e por uma campanha de aconselhamento.
Portugal tem aumentado, nos últimos anos, a taxa de cobertura vacinal contra a gripe nos grupos de risco, afirma a Direção-geral da Saúde, estimando que este ano tenham sido vacinados pelo menos 62% dos idosos.
A vacinação contra a gripe nos grupos de risco caiu na Europa nos últimos sete anos e cerca de metade dos países reportaram uma diminuição das doses disponíveis, segundo um relatório divulgado esta terça-feira.
A dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje, em Vila Nova de Gaia, a contratação permanente dos enfermeiros que foram admitidos nos hospitais no âmbito do plano de contingência da gripe.
A atividade gripal em Portugal é considerada de “baixa intensidade” com tendência estável, segundo o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe do Instituto Ricardo Jorge.