A Ministra da Saúde disse hoje em Abrantes que vê com "grande preocupação" a greve dos enfermeiros agendada para abril, afirmando que "o Serviço Nacional de Saúde tem sido muito causticado com manifestações de protesto".
O PCP assinalou hoje a “grande capacidade de resistência” que os enfermeiros têm demonstrado com a luta e as greves dos últimos meses, mostrando-se “disponível para contribuir para a resolução dos problemas” destes profissionais.
O presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal afirma que só desconvocará a greve prevista para abril se o Governo retomar negociações políticas sobre a carreira e o descongelamento das progressões.
O primeiro-ministro, António Costa, recusou hoje a existência de um braço de ferro entre o Governo e os enfermeiros, mas defendeu não poder haver acordo em tudo, “porque há reivindicações que são absolutamente impossíveis”.
Vários milhares de enfermeiros desfilaram hoje pelas ruas de Lisboa, numa “marcha branca” pela dignificação da enfermagem que pretendeu também mostrar a união da classe.
O Sindicato Democrático dos Enfermeiros vai apresentar participações à Organização Internacional do Trabalho e ao Conselho da Europa por violação do direito à greve, disse hoje à agência Lusa o advogado Garcia Pereira.
Milhares de enfermeiros estão hoje à tarde a participar numa marcha pela enfermagem em Lisboa, um desfile que está “a mostrar a união” da classe, segundo organizadores e apoiantes.
Mais de 70 autocarros com enfermeiros viajaram de todo o país para a marcha branca pela enfermagem que hoje decorre em Lisboa, segundo o movimento que organiza a iniciativa.
A bastonária da Ordem dos Enfermeiros escreveu ao primeiro-ministro a manifestar a sua disponibilidade para o acompanhar nas visitas a instituições de saúde, pedindo contudo que essas deslocações não sejam previamente anunciadas.
A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou hoje que o Governo “tem uma vontade séria de negociar” com os enfermeiros e, por isso, espera que a nova greve anunciada para abril não aconteça.
Milhares de enfermeiros são esperados hoje à tarde numa marcha em Lisboa, segundo o movimento que organizou a iniciativa de homenagem à enfermagem, que conta com o apoio de vários sindicatos do setor.
Governo e sindicatos de enfermeiros voltam hoje a reunir-se para tentar chegar a um acordo sobre reivindicações da classe que já levaram a greves que resultaram numa requisição civil.
A Procuradoria-geral da República remeteu para o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) a queixa da Associação Sindical dos Enfermeiros sobre tentativa de boicote à greve por parte do Ministério da Saúde.
A Federação dos Sindicatos de Enfermeiros (FENSE) adiou a greve de zelo que tinha previsto iniciar na sexta-feira devido ao retomar das negociações com o Governo sobre o acordo coletivo de trabalho, disse hoje à Lusa fonte sindical.
Mais de 5.000 cirurgias foram adiadas na segunda greve dos enfermeiros em blocos operatórios, paralisação que hoje termina e que levou o Governo a decretar uma requisição civil e a publicar um parecer para travar o efeito prático da greve.
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) reportou ao Governo 40 casos de cirurgias adiadas com “violação de serviços mínimos” na greve dos enfermeiros em apenas três dias, segundo documentos a que a agência Lusa teve acesso.
O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros disse hoje que a requisição civil na greve dos enfermeiros “não lesou” os interesses da classe nem do sindicato.
O advogado que representa o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) considera formalista e contraditória a decisão do Supremo Tribunal Administrativo sobre a requisição civil e está a ponderar recorrer.
O Supremo Tribunal Administrativo (STA) declarou hoje a sua impossibilidade legal de obrigar o Governo e o conselho de Ministros a revogar a requisição civil decretada por estas entidades na greve dos enfermeiros.
O Supremo Tribunal Administrativo deu razão ao Governo tendo em conta a requisição civil usada na greve dos enfermeiros. Governo dá conferência de imprensa esta tarde.
O primeiro-ministro, António Costa, reiterou hoje a disponibilidade do Governo para negociar uma solução que possa "valorizar a carreira dos enfermeiros", mas que não coloque em risco a sustentabilidade das finanças públicas.
O Presidente da República defendeu hoje que o seu papel é "convidar a caminhos de entendimento", quando questionado se teve alguma influência ou envolvimento nas negociações e no diálogo do Governo com professores e enfermeiros.
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) vê “com satisfação” o reabrir das negociações com o Governo nesta fase de greve, mas adverte que “não vêm resolver todos os problemas que estão em cima da mesa”.
O enfermeiro Duarte Gil Barbosa, que estava em greve de fome em frente à Assembleia da República, decidiu hoje terminar o protesto depois de o presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) ter feito o mesmo.