A violência sexual é um problema que está profundamente enraizado na sociedade. Sabemos que esta forma de violência afeta principalmente as mulheres e raparigas, mas também sabemos que 1 em cada 6 homens é vítima de alguma forma de violência sexual antes dos 18 anos. Face a estes números, surpreende
Sobejam pretextos para visitar a cidade do Porto. A exposição Robert Mapplethorpe, a partir de quinta-feira e até janeiro, em Serralves, é mais um magnífico motivo. Mapplethorpe, divo belo e danado, extraordinário e transgressor expoente da vanguarda americana, é um dos principais transformadores da
Será que a Patrícia Mamona sofreu racismo? Não sei. Será que os pais da Maddie a mataram? Não sei. Sempre ouvi dizer que o silêncio era de ouro quando não tínhamos nada a acrescentar e que o primeiro passo para o conhecimento era assumirmos que não sabemos tudo.
Às vezes, as viagens mais interessantes acontecem-nos mesmo à porta de casa. Pois imagine o leitor que fui dar um passeio à beira-Tejo e sem sair de Lisboa vi-me transportado para debates furiosos na Nova Iorque dos Anos 90. Tudo por causa duma rainha portuguesa.
Estava cheio de vontade de voltar a viajar sozinho. Pensei, vou ao Sri Lanka. E vim. Um bocado como aquele senhor gordinho que nos contou, com a naturalidade de quem respira: “Olhei para ela e disse-le, bou-te comer. E comi!”.
Moçambique está suspenso de biliões desaparecidos, enquanto grandes explorações de riquezas naturais alastram pelo país. Daqui a um mês há eleições, mas a alternância política continua a ser entre facções do Partido. O nome d’O Partido quer dizer Frente de Libertação de Moçambique. Falta a revolução
Depois da crónica de há duas semanas recebi dezenas de mensagens. Histórias de pessoas acossadas, histórias de jovens inseguros e, claro, imensa gente a insultar-me apenas porque sim, porque podem. Eu não me atemorizo com mensagens ou comentários a escorrer fel, tenho mais que fazer e elimino sem le
Uma vez que o ano lectivo arranca hoje, fui remexer em cadernos do tempo em que eu era professor. O texto seguinte data de 2008 - tem precisamente uma década, e não estou bem certo se cheguei a publicá-lo nalgum blog. Fica, de qualquer forma, o devaneio antigo e o registo “querido diário”. Podia ser
Quem diz alguma corre sempre o risco de ser entendido, mas se a verdade é interpretação, e tão verídica como outra coisa qualquer, provavelmente ela não existe e o sentido investido no que se diz ou faz será tão real quanto aquilo que os outros entendem.
O atentado provocou uma série de acontecimentos que por sua vez desencadearam outros, numa cadeia imparável. O famoso “efeito borboleta” com proporções abissais. Seria melhor chamar-lhe “efeito mega-brontossauro”.
Terminou com estrondo a quinta temporada da série Brunão, considerada por alguns como a obra maior da ficção televisiva portuguesa. Depois de quatro temporadas sempre em crescendo de qualidade e emoção, Brunão terá alcançado com autoridade, neste quinto capítulo, o patamar no qual habitam somente cl
O Parlamento Europeu tem esta semana um debate e votação decisiva para a liberdade de imprensa, portanto, para a democracia. Em discussão nesta quarta-feira, 12 de setembro, está a diretiva sobre os direitos conexos, ou seja, os direitos de autor. É um primeiro passo para que possa ser conseguida um
Filha e genro matam senhora de 59 anos, num crime macabro que mostra que nem todos os psicopatas são inteligentes e que Portugal está muito atrasado na arte do crime.
Sempre que vemos uma boa ideia parece que temos vergonha de a replicar porque não é da nossa autoria. É um problema da nossa sociedade, que devemos combater todos os dias. Uma boa ideia de âmbito local, pode perder-se e cair no esquecimento, mas quando implementada em escala regional, nacional ou in
Não é preciso grande perspicácia para perceber como os centros de todas as grandes cidades europeias estão a ficar iguais, e Lisboa e Porto estão esforçar-se muito para assim também ficarem. É bom para quem não quer gastar dinheiro a viajar. Vê-se uma e está vista a Europa toda.
Por vezes não vale a pena insistir porque o trabalho não flui. Esta liberdade tem um preço e resulta de uma escolha, a mesma que tantas pessoas dizem ser a escolha que as faz feliz: entre o dinheiro e a liberdade, poder escolher esta última.
Escreve e canta e talvez por isto ao ler os textos que este ano se publicam sobre si se encontre justaposto com rótulo de cantautor - palavra-valise, oportuna por ser de vanguarda, mas também por resultar de um esforço de concentrar numa só designação uma identidade artística complexa que tem tanto
“Sabrina”, de Nick Drnaso, é um livro de banda-desenhada que é o melhor livro do ano. Acabei de formular uma opinião entusiasmada, e por isso (sendo opinião, e sendo entusiasmada) altamente discutível. O que não será discutível é estarmos perante um livro: abre-se como um livro, folheia-se como um l
Escrever esta crónica é arriscado. Vou já parar ao media clipping da marca e sujeito-me, da próxima vez que lá for, a levar com uma poltrona EKENÄSET na cabeça. Mas avancemos sem medos.
Este seria — é — um momento de ajudar, fazer, dar de um modo cem por cento descolonizante. De olharmos para a nossa história junta, fazermos jus aos mortos, e ao trabalho incansável dos vivos nesse lugar da memória que é/era o Museu Nacional.
As sondagens mostram vontade de mudança do estado das coisas. A Suécia, vanguarda do estado de bem-estar no século XX, vota no próximo domingo em eleições que confrontam a Europa com mais uma escalada da extrema-direita nacionalista: em 2002, valia 1,4%; em 2010, subiu para 5,7%. Agora as sondagens
Há quem diga que os espanhóis valorizam mais a sua cultura do que os portugueses e talvez seja verdade. Numa zona turística de Espanha, falam sempre contigo primeiro em espanhol e se por acaso não perceberes, eles continuam a falar em espanhol e querem que tu te jodas.