O regresso das eleições em países europeus traz notícia relevante de novas tendências. A novidade na Polónia é haver uma escolha que está muito aberta, na segunda volta, entre o candidato ultranacionalista Duda, que é uma espécie de Le Pen polaco, e o europeísta liberalconsevador Trzaskowski. Na Fr
É fácil julgar logo as pessoas, principalmente porque são maioritariamente jovens, pela sua irresponsabilidade cívica e falta de respeito pelas vidas alheias, sejam dos doentes, ou possíveis doentes, como dos profissionais de saúde que continuam diariamente na luta. E com razão.
Os adultos costumam dizer que as redes sociais dos miúdos são superficiais e mostram pouco interesse pelas realidades da vida. Mas esta semana passada essa percepção mudou.
Acho uma hipocrisia andarmos todos agora preocupados com os outros. Seja gritando que as vidas negras importam, seja gritando mais alto que todas as vidas importam. Eu acho que há gente a mais e que nem todas as vidas importam.
Se há distância física, se há máscaras, se há cuidados a ter, e ainda bem que os temos, é crucial que os tenhamos, como é que os adolescentes vão descobrir o amor, o sexo, a vidinha que começa por essa altura?
Devemos voltar aos sítios onde fomos felizes? Diria que sim. Devemos voltar aos sítios onde fomos confinados? Lá terá de ser. Quase quatro meses depois de o SARS-CoV-2 se ter instalado de armas e bagagens em Portugal, após mês e meio de estado de emergência e igual período de tempo em desconfinament
As Madame le maire vão ser muitas mais a partir das eleições no próximo domingo nos cerca de 35 mil municípios de França. Por todo o mundo progressista há um novo modelo ideal, está num pequeno país do Sudoeste do Pacífico com menos de cinco milhões de habitantes, é Jacinda Ardern, primeira-ministra
“Graças ao demo” é, evidentemente, um trocadilho com “graças a Deus”. Não existe figura mais divisora do que Trump na cena internacional, um palco onde há de tudo, desde maus adorados a bons achincalhados. Só pode ser obra do demónio – ou de Deus, pois um não existe sem o outro.
Começou nos Estados Unidos da América, mas já chegou cá. Com as redes sociais, a importação de fenómenos culturais norte-americanos tornou-se mais imediata. A primeira vítima foi o Padre António Vieira? Faz sentido? Quais se seguem?
A pandemia causada pelo novo coronavírus é um evento especial na contemporaneidade. Esta crise fez virar todos os holofotes da atenção social de forma sincronizada e total para a ciência biomédica – e esta foi apanhada quase desprevenida.
É uma tristeza que Vieira tenha sido o escolhido para alvo de pichagens com intuito antirracista. Mais valia que quem está nessa triste raiva se dedicasse a ler alguns dos sermões de António Vieira.
Quantas pessoas vivem no nosso planeta? Com uma pesquisa rápida, vemos na internet textos, em inglês, a declarar que somos, hoje, uns «7.8 billions». Somos muitos! Mas quantos somos em português?
Não, não é. Pelo menos, a mim, não me parece que seja. Mas deixei o título assim para uma data de gente começar aos berros comigo sem sequer chegar a ler estas primeiras linhas.
O dilema não é novo e a solução não é fácil: uma técnica deve ser adoptada só porque se torna possível, ou há que considerar as suas implicações éticas?
Todos nós temos alma de detective e todos nós achamos que somos peritos em ler comportamento e em adivinhar se alguém é culpado ou não. O problema é que há quem se tenha levado demasiado a sério e faça disso profissão.
Antes de eu casar, o meu avô, homem especial e que faz muita falta, talvez por ter encarado o mundo com bonomia e esperança e essa luz nos fazer falta, disse-me que era melhor preparar-me para o que aí vinha, para o que ia ouvir por casar com um negro. E ouvi.