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“Queremos encontrar uma forma inovadora de casamento entre a Air France e a TAP”, afirmou o chefe de Estado francês no encerramento do fórum luso-francês, no Palácio da Bolsa, no Porto, naquele que é o seu segundo e último dia de visita a Portugal.
Perante uma plateia de empresários de diferentes áreas, Macron, acompanhado do primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu querer fazer mais em matéria de transportes, nomeadamente com as companhias aéreas.
Em 12 de fevereiro, o ministro das Infraestruturas garantiu que o Governo mantém a posição de vender 100% da TAP, mas quer um “estreito diálogo” com o PS e está disponível para encontrar soluções quanto à percentagem a privatizar.
“Não tenha dúvidas absolutamente nenhumas, [vender] 100% da TAP é a nossa posição”, garantiu o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no parlamento, em resposta a questões da Iniciativa Liberal.
Miguel Pinto Luz disse que o processo de privatização da TAP está neste momento em “avaliação interna” e que o Governo irá depois publicar um decreto-lei com as regras para a venda, à semelhança do que o anterior executivo socialista fez, em dezembro de 2023, e que foi vetado pelo Presidente da República.
“Nós desta vez queremos que seja o mais transparente e dialogante possível”, vincou o ministro das Infraestruturas.
A Bloomberg já avançou que o Governo está a ponderar vender pelo menos 49% do capital da TAP, num processo de privatização que deverá arrancar em março e poderá estar concluído até à primeira metade de 2026.
O Governo reuniu-se recentemente com interessados na compra da transportadora aérea portuguesa, no âmbito do processo de reprivatização preparado pelo anterior executivo socialista, que o queria concluir em 2024, mas que ficou em espera com a mudança de governo.
Os três grandes grupos aéreos europeus — Lufthansa e Air France-KLM e IAG — manifestaram publicamente interesse no negócio.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse que a reprivatização iria acelerar após a aprovação do Orçamento do Estado, no final de novembro, adiantando que existia consenso sobre a privatização, mas não sobre a percentagem a vender.
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