O risco de fome em África, especialmente nos países subsarianos, é "maior do que nunca", advertiu o novo diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Gilbert Houngbo, que renunciou hoje ao cargo de presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.
O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) apelou hoje à comunidade internacional para que evite que 2022 seja mais um ano recorde de fome, perante "uma crise alimentar mundial sem precedentes".
A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que "adotem ações que travem a crise".
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) alertou hoje que mais de 22 milhões de pessoas vão ficar sem alimentos no Corno de África e avisou que a situação deve piorar em 2023.
O número de pessoas afetadas pela fome a nível mundial aumentou em 150 milhões durante a pandemia de covid-19, para cerca de 828 milhões de pessoas, alertaram hoje várias agências da ONU.
O número de pessoas a passar fome no Brasil quase dobrou entre 2020 e 2022, passando de 19 milhões para 33,1 milhões em abril, refere um levantamento da rede brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.
A agência alemã de ajuda humanitária Welthungerhilfe alerta para uma crise de fome que se avizinha em todo o mundo e diz que o aumento sem precedentes do preço dos alimentos vai agravar a situação.
O ministro italiano dos negócios estrangeiros, Luigi di Maio, disse hoje que começou "a guerra mundial do pão", com o bloqueio de cereais na Ucrânia e o consequente "risco de novos conflitos em África".
O Papa Francisco pediu hoje que "o trigo, um alimento básico, não seja usado como arma de guerra" e expressou a sua preocupação com o bloqueio das exportações deste cereal, importante na alimentação dos países mais pobres.
A UNICEF alertou hoje que quase metade das 3,2 milhões de crianças ucranianas que permanecem no país estão em risco de não ter comida e água suficiente, salientando que Mariupol e Kherson são as cidades mais carenciadas.
Onze Organizações Não-Governamentais (ONG) alertaram hoje para a catástrofe alimentar que se avizinha na África Ocidental, com 27 milhões de pessoas a passar fome, a que se poderão juntar mais 11 milhões nos próximos três meses.
Um estudo sobre a malária apresentou o mundo em desenvolvimento à portuguesa Andreia Fausto que trabalhou na luta contra a fome em países como Moçambique, Maláui, Sudão ou Guatemala, onde conheceu uma realidade da ajuda humanitária bem diferente dos livros.
As Nações Unidas e a OCDE alertaram hoje que a meta de erradicar a fome no mundo até 2030, um dos grandes objetivos de desenvolvimento sustentável fixados pela ONU, dificilmente será atingida devido aos efeitos da atual pandemia.
Madagáscar é o primeiro país do mundo a passar fome devido às alterações climáticas, sendo a população obrigada a comer gafanhotos, folhas de cato e até lama, disse hoje uma responsável das Nações Unidas.
Mais de 29 milhões de pessoas precisam de ajuda no Sahel, uma parte de África onde o risco de fome triplicou em apenas dois anos, advertiu hoje a organização Acção Contra a Fome na segunda-feira.
De 28 de abril a 10 de maio, a Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) debate a armazenagem de ajuda alimentar no continente africano numa conferência online que tem como objetivo partilhar a experiência regional em matéria de armazenagem de ajuda alimentar e estabe
Milhões de norte-americanos conheceram este ano pela primeira vez a necessidade de recorrer a instituições de solidariedade para comer, consequência do desemprego que subiu em flecha devido ao confinamento decretado para mitigar a pandemia de covid-19.
Em mais de 50 países os níveis da fome continuam "graves" e "alarmantes" e os progressos mantêm-se "demasiados lentos", indicou a última edição do Índice Global da Fome, alertando ainda para o impacto das várias crises que agitam 2020.
A má nutrição infantil no Iémen atingiu "os níveis mais elevados" desde o início, em 2014, da guerra no país, indicou hoje a ONU, precisando que a pandemia da covid-19 e as doações insuficientes agravam a situação humanitária.
O chefe do Programa Alimentar Mundial da ONU alertou que milhões de pessoas podem ser atingidas pela fome devido à combinação entre conflitos armados, alterações climáticas e a pandemia de covid-19.
A organização não-governamental Oxfam sinalizou hoje o Brasil como "zona emergente" de fome extrema, adiantando que a pandemia de covid-19 veio acelerar o crescimento da pobreza e da fome em todo o país.
A atual pandemia agravou as situações de fome verificadas em vários pontos do mundo e criou outros epicentros, denunciou hoje a organização não-governamental Oxfam, alertando que este flagelo poderá matar mais do que a própria doença covid-19.
A fome pode expor 30 mil crianças a trabalho infantil e casamentos prematuros nas regiões afetadas pelo ciclone Idai em Moçambique, alerta o diretor da organização não-governamental (ONG) Visão Mundial.