A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou hoje que a proposta de lei do Chega para tentar impedir o congresso do PCP “é um oportunismo puro de um partido fascista”, escusando-se a fazer mais comentários.
O presidente do PSD defendeu hoje que a lei do estado de emergência "não diz que o congresso" comunista "não pode ser adiado", acusando o Governo de "proteger o PCP" e recusar "tratar todos os portugueses por igual".
O ministro da Administração Interna defendeu hoje a plena legalidade da realização do Congresso do PCP mesmo em período de estado de emergência, lembrando que a lei em vigor foi aprovada em 1986, com Cavaco Silva primeiro-ministro.
O secretário-geral do PCP criticou hoje a “arrogância” do líder do PSD ao admitir que “obviamente” impediria a realização do congresso comunista, no último fim de semana de novembro, que disse ser um “caminho perigoso”.
Os delegados ao XXI congresso do PCP vão obedecer a regras rígidas para entrar e circular do pavilhão Paz e Amizade, em Loures, e terão apenas cadeiras para se sentarem, sem mesas, disse à Lusa fonte partidária.
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP desde 2004, admitiu sair em 2019 porque "é da lei da vida", mas desde setembro que tem alimentado o cenário de “ficar mais um bocadinho”.
O PCP reúne o seu comité central no próximo fim de semana, em Lisboa, para preparar o XXI congresso nacional do partido, de 27 a 29 de novembro, em Loures, disse hoje à Lusa fonte partidária.