José Couto Nogueira é jornalista desde os tempos do Antigo Regime e já trabalhou como repórter, colunista, editor, chefe de redacção e director em muitas publicações, entre elas o jornal digital "Alface Voadora", em 1997-2000. Viveu mais de 20 anos em Londres, São Paulo e Nova Iorque, e escreveu quatro livros de ficção e três de não ficção. Está no SAPO24 desde 2015.
A ameaça do Aquecimento Global para a manutenção da vida está na frente das preocupações mundiais, mas há outro perigo igualmente avassalador que tem passado quase despercebido: a diminuição do número de espécies animais, que também ameaça a espécie humana.
Teorias e crenças sobre a origem do Universo não faltam. Está em andamento a descolagem do mais ambicioso projecto científico para descobrir como tudo começou. A eterna procura do infinito.
Quem achava que Marine Le Pen chegaria novamente para a segunda volta das próximas presidenciais francesas, em 2022 (contra Macron), pode tirar o cavalo da chuva: o radicalismo anti-imigração e pró-“valores tradicionais” está a ser açambarcado por uma figura surreal.
A democracia no mundo, que parecia avançar periclitante na segunda metade do século XX, está a recuar no século XXI. Com o título “The bad guys are winning”, a jornalista Anne Applebaum analisa, na revista “Atlantic”, os pormenores e as teias deste desenvolvimento preocupante.
Quem tem muito poder, nunca tem poder que lhe chegue. Xi Jinping prepara-se para se sagrar o grande ideológo da China, ao nível histórico de Mao Tsétung e Deng Xiaoping. Tremei, bárbaros e temei, chineses!
A conferência COP26 reúne na Escócia quase todos os países do mundo, com o objectivo de encontrar soluções para a nossa sobrevivência neste planeta. Essas soluções são conhecidas, porém ninguém consegue pô-las em prática.
Um presidente acusado de “crimes contra a Humanidade” por um ex-presidente do Senado indiciado por corrupção. Uma acusação validada por um senado onde coexistem 24 partidos, agora entregue a um procurador-geral da república nomeado por esse mesmo presidente acusado. É este o quadro atual do poder no
O Estados Unidos, que têm a mais antiga Constituição democrática (1787) e que desde 1945 “vendem” e impõem a Democracia ao mundo inteiro, acabam de liquidar a deles. Os resultados são imprevisíveis.
Francisco Louçã acaba de publicar “O futuro já não é o que nunca foi”, uma avaliação dos desafios dos nossos dias. Na introdução, magnificamente escrita, tece considerações sobre o que significa “passado” e “futuro”, para dar uma perspetiva de como podemos ver o presente. Depois de afirmar que vivem
Não é a primeira vez, nem será a última, que o Facebook é criticado por, basicamente, transformar os utilizadores em mercadoria que os anunciantes (e outras entidades obscuras) compram a bom preço. Mas desta vez a crítica vem de dentro da empresa.
De repente, produtos essenciais como papel higiénico ou semicondutores, ou supérfluos como ténis ou ketchup, tornaram-se escassos. Tanto o consumo como o consumismo têm um Natal difícil pela frente.
Este domingo decorrem as eleições na Alemanha, que certamente nos interessam mais directamente; mas é interessante analisar o que aconteceu nas eleições no Canadá na semana passada, pelo que representam no funcionamento da Democracia.
A onda conservadora que está a agitar a política ocidental já tem um nome e um herói. As ideias do futuro prometem uma volta a um passado que nunca existiu.
Considera-se que há quatro grandes períodos da História: Pré-História, Antiguidade (Oriental e Clássica), Idade Média, Moderna e Contemporânea. Contudo, hoje, talvez já seja tempo de actualizar esta classificação.
Os ABBA, toda a gente sabe, são aqueles quatro suecos que em 1974 ganharam o concurso da Eurovisão e se tornaram numa das mais bem-sucedidas bandas de sempre, com milhões de álbuns vendidos e centenas de concertos esgotados. Em 1982, foram considerados extintos. Em 2021, querem voltar.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial que não havia tantos refugiados como agora. A diferença entre 1945 e 2021 é o número de muros construídos para os repelir. A solidariedade e a compaixão tornaram-se conceitos vazios.
Nasceram para suprir a necessidade de ordem num país sem eira nem beira, os taliban criaram uma mística que aguentou anos de desaires sem nunca esmorecer, até chegarem à vitória final.
Toda a gente tem consciência de que a vida íntima é pública. Telefones, redes sociais e todas as interacções pela Internet, mesmo emails pessoais e mensagens encriptadas, são registadas para os mais diversos fins, por variadas entidades. Mas agora descobriu-se um novo nível de intromissão, direciona
No ano passado, deviam ter sido comemorados a preceito os 200 anos da Revolução Liberal de 1820, um acontecimento que trouxe Portugal para a Idade Moderna e que viria a mudar o país até aos dias de hoje. Mas estava-se em plena pandemia e as cerimónias e conferências previstas acabaram por ser cance