
O Centro Internacional para Acusação do Crime de Agressão à Ucrânia (ICPA) reúne investigadores de vários países europeus e dos Estados Unidos, sob a égide da Eurojust, agência da União Europeia (UE) para a Cooperação Judiciária Penal.
O presidente da Eurojust, Michael Schmid, declarou à comunicação social em Haia: “Há algumas semanas, eles (os Estados Unidos) anunciaram que se retiravam (…) infelizmente devido a uma mudança de prioridades no seu Departamento de Justiça”.
“Lamentamos o facto, claro, mas, ao mesmo tempo, vamos evidentemente continuar a trabalhar com os participantes” que ainda fazem parte do grupo, acrescentou Schmid.
Até janeiro deste ano, o ICPA recolheu cerca de 3.700 elementos de prova procedentes de 16 países e destinados a serem utilizados em possíveis acusações de crimes de guerra contra russos, no âmbito da guerra na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, quando as forças da Rússia invadiram o país vizinho.
Os Estados Unidos apoiaram o grupo financeiramente e forneceram provas para a sua base de dados. Em particular, encaminhou para o ICPA um milhão de dólares (900 mil euros) em novembro de 2023, durante a presidência do antecessor de Trump, o democrata Joe Biden.
Schmid estimou que os custos financeiros terão de ser cobertos por fundos da UE e espera que outros membros contribuam para a recolha de provas.
“Para dizer a verdade, não sabemos exatamente o que vai acontecer no futuro”, admitiu Schmid, acrescentando: “Mas a nossa intenção é continuar”.
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