O governo de Gabriel Boric decretou esta terça-feira estado de exceção e impôs um toque de recolher noturno na maior parte do Chile, devido a um apagão em massa causado por uma suposta falha no sistema elétrico.
Em pleno verão, 95% dos 20 milhões de chilenos enfrentavam desde a tarde um corte incomum no serviço, que mergulhou o país no caos. Numa declaração à nação, Boric disse que decidiu ativar "o estado de emergência por catástrofe" para garantir a segurança no país. Da região de Arica e Parinacota até a de Los Lagos, vai acontecer um toque de recolher "a partir das 22h00 de hoje até as 6h00", anunciou o presidente.Esta ampla área estava sem fornecimento de energia desde as 15h16 locais. Em Santiago, o corte no serviço levou à evacuação do metropolitano, e milhares de pessoas tiveram que caminhar durante horas para chegar em casa.
Antes da meia-noite, a energia tinha voltado em pouco mais da metade dos 8 milhões de lares afetados, "ainda de forma instável", segundo o presidente.
A ministra do Interior, Carolina Tobá, descartou que o apagão foi causado por um ataque à rede elétrica. Boric responsabilizou as empresas privadas que administram o sistema elétrico pela emergência.
"Não é possível que a rotina de milhões de chilenos e chilenas seja alterada dessa forma por empresas que não fazem o seu trabalho direito", criticou o presidente, que anunciou sanções.
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