
De acordo com o relatório mensal de tráfego da Enapor, empresa pública responsável pela gestão dos nove portos do arquipélago, o registo de janeiro representa, ainda assim, uma quebra de 14,6% face a dezembro, apesar de se manter acima dos 100 mil passageiros mensais.
Os portos cabo-verdianos registaram em agosto passado o recorde histórico de 181.420 passageiros, mantendo assim a recuperação das fortes quebras desde 2020, quando as viagens interilhas de passageiros foram condicionadas pelas medidas para conter a pandemia de covid-19.
O anterior máximo histórico no transporte marítimo interilhas registou-se também em agosto, de 2021, com um movimento global de 168.901 passageiros.
Em janeiro passado, o movimento de passageiros no Porto Grande representou 36,6% do total e no Porto Novo 32,5%, respetivamente nas ilhas vizinhas de São Vicente e Santo Antão. O porto da Praia, capital do país, registou uma quota de 11,2% do total, com um movimento que caiu para 12.788 passageiros, indica o relatório da Enapor, a que a Lusa teve hoje acesso.
A CV Interilhas, liderada (51%) pela portuguesa Transinsular, do grupo ETE, detém desde agosto de 2019 a concessão do serviço público de transporte marítimo de passageiros e carga, por 20 anos, concentrando estas operações.
Só a CV Interilhas transportou cerca de um milhão e meio de passageiros em três anos de operações no arquipélago, segundo dados divulgados em agosto à Lusa pela empresa.
Globalmente, os portos de Cabo Verde movimentaram em dezembro 635 escalas de navios, mais 9,5% face ao mesmo mês de 2022, enquanto o movimento de mercadorias, em termos homólogos, aumentou 22,2%, para 198.687 toneladas.
A Lusa noticiou anteriormente que os portos de Cabo Verde movimentaram em 2022 um recorde de 1.357.247 passageiros, um aumento de 24,6% tendo em conta os 1.088.626 movimentados em 2021.
PVJ // VM
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