Junto à Assembleia, em Lisboa, já se juntam algumas centenas de pessoas para um protesto que estava marcado para as 15h00 deste sábado, confirmou o SAPO24.
O protesto acontece em frente à Assembleia da República, mas também no Funchal, na Madeira.
O objetivo da organização é exigir respostas mais eficazes por parte das autoridades nos crimes de abuso sexual.
Recorde-se que o caso em questão remete para uma uma vítima que foi violada na arrecadação de um prédio e filmada pelos agressores. Eram tiktokers e ela uma fã. O vídeo esteve durante umas horas publicado nas redes sociais, com milhares de visualizações, mas ninguém denunciou. Os agressores ficaram em liberdade.
O vídeo em causa trata-se de rapazes, com idades entre os 17 e os 19 anos, que se gravaram a violar uma jovem de 16 anos que se tinha encontrado com o grupo para os conhecer.
"Violação não se filma, condena-se" é o lema do protesto. "Para que se faça justiça no caso dos influencers violadores e em todos casos de abuso sexual e morar em Portugal", lê-se no cartaz que está a circular nas redes sociais.
"Não é não" é outra das mais repetidas palavras de ordem, no protesto organizado por um grupo espontâneo de sete mulheres, a que se juntaram cerca de 140 associações e coletivos.
Representantes do Bloco de Esquerda, Livre e PAN marcaram presença na concentração e, em declarações aos jornalistas, defenderam que a violação deve passar a ser um crime público, e que as platafomas multinacionais, gestoras das redes sociais, devem ser resposnabilizadas legalmente pela partilha de imagens e vídeos de crimes sexuais.
Representantes do Bloco de Esquerda, Livre e PAN marcaram presença na concentração e, em declarações aos jornalistas, defenderam que a violação deve passar a ser um crime público, e que as platafomas multinacionais, gestoras das redes sociais, devem ser resposnabilizadas legalmente pela partilha de imagens e vídeos de crimes sexuais.
Sublinha-se que segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2024, houve mais 49 participações deste tipo de crime em 2024, o que representa um aumento de quase 10% na comparação com 2023.
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