
Luís Montenegro reagiu numa publicação na rede social X às notícias veiculadas por diferentes órgãos de comunicação de que só aceita debater com os líderes de PS, Chega, Iniciativa Liberal e PCP, tendo indicado o presidente do CDS-PP, Nuno Melo, parceiro de coligação, para debater com BE, Livre e PAN.
“No último ano participei em 18 debates na Assembleia da República com todos os líderes partidários. Não fujo a nenhum debate, mas a democracia deve respeitar que numa coligação possam intervir todos os parceiros com representação parlamentar. E a campanha eleitoral não acabará sem me cruzar em debate com todos”, referiu o primeiro-ministro.
Os Conselhos Nacionais de PSD e CDS-PP reúnem-se hoje e deverão aprovar a reedição de uma coligação pré-eleitoral para as legislativas antecipadas de 18 de maio.
Nas anteriores legislativas, a 10 de março do ano passado, a AD (coligação formada por PSD, CDS-PP e PPM) venceu o PS por cerca de 50 mil votos, com o PSD a eleger 78 deputados, os mesmos que o PS, e o CDS-PP dois.
A posição de Montenegro já mereceu críticas do secretário-geral do PS, com Pedro Nuno Santos a acusá-lo de dividir as forças partidárias em “partidos de primeira e de segunda”, e considerando que “fugir ao debate revela medo e um padrão preocupante num candidato a primeiro-ministro”.
O Presidente da República anunciou em 13 de março que iria dissolver o parlamento e marcar eleições antecipadas para 18 de maio na sequência da demissão do Governo PSD/CDS-PP. A demissão resultou da rejeição pelo parlamento da moção de confiança ao executivo a 11 de março, anunciada depois de semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e profissional do primeiro-ministro relacionadas com a empresa Spinumviva.
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