
“Nestes tempos de fim de pandemia ou de transição para a endemia e de guerra, nós dispensamos obras de Santa Engrácia. Dispensamos”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no antigo picadeiro real, depois adaptado a Museu dos Coches, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa.
Questionado sobre a notícia de que o Novo Banco prepara um novo pedido de capital, o chefe de Estado começou por responder que iria “aguardar a assembleia geral do banco, que está marcada para o final do mês de março, e depois a tomada de posse do Governo, para ver qual é a atitude do Governo e a posição do Fundo de Resolução”.
“E depois, se for caso disso, direi qualquer coisa”, acrescentou.
O Presidente da República referiu que não gosta de comentar “questões específicas”, mas assinalou que “esta é uma questão específica que já dura há muito tempo”.
“E, estando nós com tantas questões e tantos problemas a enfrentar, acho que às vezes não vale a pena juntar a essas questões e a esses problemas mais um problema que dê a sensação de ser uma espécie de obras de Santa Engrácia”, considerou.
O Novo Banco, que ficou com parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES) na sequência da resolução de 2014, foi vendido em 2017 ao fundo norte-americano Lone Star, que detém 75% do seu capital, sendo os restantes 25% propriedade do Fundo de Resolução, entidade gerida pelo Banco de Portugal.
O Fundo de Resolução, pessoa coletiva de direito público, foi criado em 2012 com a missão de prestar apoio às medidas de resolução aplicadas pelo Banco de Portugal.
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