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O dia vai contar com um evento central com a participação de todas as fações e organizações políticas do enclave bloqueado, além de um protesto em massa na cidade de Gaza.
De acordo com um alto funcionário da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, Tala Abu Zarifa, ainda não foi confirmado se vão ser levados a cabo protestos na cerca divisória com Israel, na qual pode haver incidentes com as forças israelitas.
Numa reunião realizada hoje por todas as fações, ficou acordada a formação de um plano unificado de ação para fazer frente aos planos israelitas de anexação e a iniciativa de paz dos Estados Unidos para a região.
Membros do movimento islâmico Hamas mantiveram hoje outra reunião com altos cargos da Jihad Islâmica palestiniana, depois da qual reiteraram o “apoio total” às ações na Cisjordânia, Jerusalém e Israel para “proteger os territórios palestinianos dos planos colonialistas de anexação”, segundo comunicado difundido pelo Hamas.
Além disso, garantiram estar preparados para “defender o povo palestiniano dos assaltos israelitas” e comprometeram-se a aumentar a cooperação e coordenação entre ambas as organizações para fortalecer “a resistência contra a ocupação”.
Na sexta-feira à noite registou-se a segunda troca de tiros do mês, com o lançamento de dois foguetes desde Gaza até às comunidades israelitas vizinhas, seguido por um bombardeiro de retaliação contra as posições do Hamas, que governa a faixa desde 2007.
Tanto os palestinianos e a comunidade internacional, que rejeitam os planos de anexação, como os próprios cidadãos israelitas aguardam pela decisão que Israel adotará nesta quarta-feira, dia a partir do qual, segundo o acordo do Governo israelita, pode começar a extensão de soberania a partes da Cisjordânia, prevista na iniciativa de paz norte-americana.
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