Yoon “não só declarou a lei marcial, como cometeu actos que violaram a Constituição e a lei, incluindo a mobilização de forças militares e policiais para impedir a Assembleia Nacional de exercer a sua autoridade”, afirmou o tribunal na sua decisão.

A decisão foi anunciada na sede do tribunal, em Seul, num evento transmitido em direto pela televisão, com a presença do público, num dia que poderá ser um novo ponto de viragem na turbulenta história política recente do país.

A confirmação da destituição de Yoon requeria o apoio de seis dos oito juízes do Tribunal Constitucional.

A Coreia do Sul terá agora de convocar eleições presidenciais antecipadas no prazo de 60 dias.

Uma eleição em que o claro favorito será o líder da oposição, Lee Jae-myung, absolvido na semana passada, em recurso, num caso que poderia ter custado a sua elegibilidade política.

A polarização em torno do caso tem sido intensa. Milhares de pessoas participaram em manifestações a favor e contra o presidente suspenso desde a sua destituição pelo parlamento.

A polícia ativou o nível máximo de emergência e mobilizou todos os operacionais, anunciaram as autoridades.

Há preocupações sobre uma possível repetição do incidente semelhante ao de 19 de janeiro, quando os apoiantes de Yoon invadiram o Tribunal Distrital Ocidental de Seul para protestar contra a decisão de prolongar a detenção do político.

Em 24 de março, o Tribunal Constitucional rejeitou um pedido de destituição do primeiro-ministro, Han Duck-soo, tornando-o novamente presidente interino.

“O processo de destituição de Han foi rejeitado por cinco votos contra um pelos oito juízes do tribunal”, noticiou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Han tinha sido suspenso pelos deputados em dezembro, após um curto período de transição inicial.

A decisão sobre Han é a primeira vez em que o tribunal se pronuncia sobre um caso relacionado com o decreto de lei marcial de curta duração de Yoon.

A Assembleia Nacional aprovou a demissão de Yoon a 14 de dezembro, 11 dias após a declaração de lei marcial, em resposta, segundo o presidente, a uma alegada ameaça interna ligada à oposição.

A medida, amplamente rejeitada até por membros do partido que apoiava Yoon, levou a uma invasão sem precedentes do parlamento pelo exército.

Desde então, Yoon mantinha-se suspenso do cargo, embora se mantenha formalmente como presidente.

Yoon foi detido em janeiro no âmbito de uma investigação criminal separada, sob acusações de insurreição — o único crime pelo qual um presidente sul-coreano não tem imunidade — mas foi libertado em março, depois da justiça ter decidido que a detenção excedeu o período legalmente permitido.

"Peço desculpa e estou de coração partido por não ter conseguido corresponder às vossas expectativas"

"Peço desculpa e estou de coração partido por não ter conseguido corresponder às vossas expectativas", escreveu Yoon, dirigindo-se aos seus apoiantes.

Milhares de pessoas participaram em manifestações a favor e contra o presidente suspenso desde que o chefe de Estado foi destituído pelo parlamento, em 14 de dezembro.

"Estou profundamente grato a todos aqueles que me apoiaram e encorajaram, apesar das minhas muitas deficiências", acrescentou Yoon, numa breve declaração divulgada após a decisão unânime do tribunal.

Também o partido do ex-presidente sul-coreano disse hoje que irá aceitar o veredicto.

"É lamentável, mas o Partido do Poder Popular aceita solenemente e respeita humildemente a decisão do Tribunal Constitucional. Pedimos sinceras desculpas ao povo", disse o deputado Kwon Young-se.

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou hoje, por unanimidade, a destituição do ex-presidente.

Yoon "não só declarou a lei marcial, como cometeu actos que violaram a Constituição e a lei, incluindo a mobilização de forças militares e policiais para impedir a Assembleia Nacional de exercer a sua autoridade", afirmou o tribunal.

A decisão, lida pelo presidente interino do tribunal, Moon Hyung-bae, entra em vigor de imediato e não pode ser alvo de recurso.

O parlamento destituiu Yoon a 14 de dezembro, 11 dias após a declaração de lei marcial, em resposta, segundo o presidente, a uma alegada ameaça interna ligada à oposição.

A medida, amplamente rejeitada até por membros do partido que apoiava Yoon, levou a uma invasão sem precedentes do parlamento pelo exército.

A Coreia do Sul terá agora de convocar eleições presidenciais antecipadas no prazo de 60 dias.

Uma eleição em que o claro favorito será o líder da oposição, Lee Jae-myung, absolvido na semana passada, em recurso, num caso que poderia ter custado a sua elegibilidade política.

"O ex-presidente Yoon Suk-yeol, que destruiu a Constituição e ameaçou o povo e a democracia com as armas e as facas que o povo lhe confiou, foi afastado do cargo", disse hoje Lee.