Reza a lenda, conta-nos o mar lá no fundo do búzio e dizem os antigos, que quem semeia ventos colhe tempestades, que se queima quem brinca com o fogo, que se molha quem à chuva anda, e ‘tá sossegado com esse pau que ainda vazas uma “vista” a alguém. Aliás, bem como não só é certo, como é sobejamente
Neste domingo a Argentina foi a eleições presidenciais e, conforme já indicavam as sondagens, ganhou Alberto Fernández, tendo como vice Cristina Kirchner. É a volta do peronismo, depois de um curto intervalo de quatro anos em que governou Maurício Macri, de centro-direita.
Fará amanhã uma semana que a Europa ficou um lugar mais perigoso, menos humano. A reforma das regras europeias de asilo face à situação no Mediterrâneo foi chumbada por dois votos.
Um homem. De saia. Na Assembleia da República. É para aqui que o país quer caminhar? Para este lodo anárquico onde cada um, segundo a sua vontade pessoal, rasga convenções tão importantes como a roupa atribuída a cada género, como se de uma questão de somenos para a pátria se tratasse? Se é, não se
Ardem ruas em Barcelona. Também em Santiago do Chile. E em Beirute. E em Hong-Kong. E em tantos outros lugares. Todos estes protestos que marcam este ano 2019 têm um denominador comum: a denúncia das elites dirigentes e a expressão de uma democracia direta com o povo na rua a pôr em causa todas as
Acompanham-se os tumultos em Beirute, Hong Kong e Santiago do Chile. Mas ninguém repara na situação no Haiti, onde as ruas parecem uma combinação da faixa de Gaza com os bairros pobres de Jacarta.
O circo começou no Parlamento e da pior maneira. Esta semana, na distribuição dos lugares dos novos grupos parlamentares no hemiciclo, o CDS não queria o único eleito do Chega a atravessar-lhe a bancada para ficar na ponta mais à extrema direita. O PCP queixou-se de um “enclave” socialista e o Inici
Falta-me um ano para chegar aos 50, mas já tenho óculos há décadas, falta um ano mas já não subo escadas com a mesma agilidade dos 40, falta um ano mas tenho manchas na mão.
Já só faltam três semanas para a repetição das eleições gerais em Espanha e reforça-se a perspetiva de impasse ainda maior para a formação de governo em Madrid, num momento em que a contínua deriva anárquica nas avenidas de Barcelona, também assaltadas por vândalos, torna mais complicado o labirinto
Conseguir vencer na era da transformação digital passa por compreender da melhor forma como é que cada nova tecnologia pode aportar valor à organização. Para que isso seja uma realidade, é necessário recorrer a profissionais especializados que entendam as características, quer das soluções digitais,
Ontem, deixei-me cair na tentação de assistir a um pouco do debate sobre o Brexit no Parlamento britânico. Desta vez, enquanto os deputados se entretinham a decidir não decidir nada, pus-me a reparar nos sotaques.
Parecia inexorável que a saída do Reino Unido da União Europeia fosse decidida no sábado, na reunião extraordinária da Câmara dos Comuns, mas com os ingleses nada é inexorável, a não ser a sua incapacidade de decidir.
De Barcelona a Hong Kong, de Quito a Santiago do Chile, de Washington a Lisboa, de Pyongyang a Kiev, parece que metade do mundo tenta segurar os fios do planeta com pinças de porcelana para não cair no escuro, enquanto a outra metade jorra gasolina e fósforos nos mesmos fios que se vão desfiando.
Penso que os ministros anunciados para o novo Governo de António Costa são demasiado anónimos. Vivemos tempos em que a visibilidade é importante e, por isso, deixo uma sugestão de um governo alternativo.
As artes são o parente pobre de múltiplas realidades, incluindo o Orçamento de Estado, contudo é na criatividade que nos afirmamos. Ser artista português hoje é o quê? E ser criativo? Quanto vale uma ideia? Vale pouco.
A pergunta o que fez a Acreditar em 25 anos de existência? suscita uma resposta dupla: a factual, que refere o quê e o quanto; e a emocional, que nos leva a afirmar que fica sempre algo por dizer quando falamos do que somos e fazemos, porque há uma dimensão afectiva impossível de se traduzir em pala
As duras penas ditadas pelo Supremo Tribunal de Espanha para nove dos 12 condenados no processo aos líderes independentistas catalães desencadeia uma sacudidela emocional muito difícil de gerir. Há o risco de desencadear na Catalunha movimentos de desobediência civil fora de controlo, mas também há
A pergunta é demasiado ambiciosa para uma simples crónica — mas hoje acordei a pensar nisto e não há nada que me afaste do assunto. Para tentar dar uma resposta, faço uma outra pergunta: como são testados os medicamentos que compramos na farmácia? Entremos, pois, no mundo dos ensaios clínicos. A via